Festa clandestina na Zona Leste de São Paulo (Montagem)

Por Plinio Teodoro, da Revista Fórum

A produtora cultural Giovana Rosa recebeu uma série de ameaças pelas redes sociais e em mensagens privadas no Whatsapp após publicar um vídeo nas redes sociais denunciando uma festa clandestina que ocorreu no último sábado (4) em uma mansão na Vila Cosmopolitana, região de Guaianazes, na zona leste da capital paulista.

“Resolvi denunciar porque amigos meus estão sofrendo sem trabalhar, para respeitar o isolamento. E esse pessoal fazendo eventos clandestinos, sem a mínima empatia com as vítimas da Covid-19 e com nosso setor”, afirmou Giovana, que está sem produzir festas desde março, quando o isolamento social foi decretado, em entrevista à Fórum.

FESTA CLANDESTINA CHECKGente tá rolando a maior festa do branco e vocês em casa, bobinhas #quarentenou

Posted by Giovana Rosa on Saturday, July 4, 2020

Ela disse que recebeu o vídeo, publicado em suas redes sociais, por Whatsapp e depois informações sobre a “Festa do Branco na Mansão”, que cobrou no mínimo R$ 10 de entrada, além do nome do organizador.

“Ele também comentou minha publicação, mas apagou”, diz a produtora. Ele seria Rafael Correia, organizador da festa, que após apagar a publicação e fazer ameaças, alegou que não produziu o evento.

“É só mais uma que não olha o próprio rabo. Enfim, se a prefeitura libera os bares baladas e restaurantes não será ela que vai brecar, né? Lamentável, cada um faz o que quer da vida e ela faz da vida dela um jornal para cuidar da vida alheira”, publicou Rafael no comentário que foi apagado.

“Essas festas clandestinas só vão atrasar tudo cada vez mais”, diz Giovana, que tem um tio contaminado por Covid-19 e conhece várias pessoas que também foram infectadas pelo coronavírus.

“Essas festas clandestinas estão acontecendo mais em chácaras e em mansões. Lógico que queremos fazer festa, ganhar nosso dinheiro. Mas, agora não dá. Precisamos ter empatia com todas as vítimas da Covid, coisa que não acontece nessas festas clandestinas. Todo mundo sem máscara curtindo a pandemia”, afirma.