O prefeito de Guarujá, Válter Suman - Foto: Reprodução/YouTube

A Câmara de Vereadores de Guarujá decidiu inocentar o prefeito Válter Suman (PSDB) do processo de impeachment. O resultado, de 11 votos a 5, foi anunciado na tarde desta quinta-feira (16). Com isso, a ação foi arquivada pelo Legislativo.

Votaram pela cassação somente Antonio Fidalgo Salgado Neto, o Toninho Salgado, e Raphael Vitiello Silva (os dois do PSD); Carlos Eduardo Vargas da Silva, o Vargas (PTB); Wagner dos Santos Venuto, o Waguinho (DEM) e Anderson Figueira Lopes (Podemos).

Os 11 vereadores restantes votaram pelo arquivamento do processo, de acordo com reportagem de Carlos Ratton, no Diário do Litoral. O presidente da Câmara, José Nilton Lima de Oliveira, o Doidão (PSB), só votaria em caso de empate.  

O processo surgiu da denúncia formulada pelo (PDT), por intermédio do presidente da sigla, José Manoel Ferreira Gonçalves, contra Suman.

Os problemas envolvendo o prefeito seguem agora apenas em âmbito judicial.

Durante a realização da Operação Nácar, para investigar um suposto esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde, a Polícia Federal (PF) encontrou ligações com Suman e o secretário de Educação de Guarujá, Marcelo Nicolau. Ambos chegaram a ser presos em setembro de 2021.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apontou que havia indícios de irregularidades no contrato entre a prefeitura de Guarujá e a Organização Social Pró-Vida, responsável por administrar a UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafa).

Por envolver verbas federais, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e para a PF.

Após prisão, prefeito retoma o cargo no dia 20 de setembro

No dia 20 de setembro, Suman retomou o cargo de prefeito, depois que a Justiça concedeu liberdade provisória. Ele é investigado por ser suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 109 milhões da área da Saúde.

Suman afirmou que o dinheiro encontrado em sua casa pela PF seria de lucros de uma propriedade rural no interior de São Paulo que estaria, segundo o prefeito, declarada adequadamente no Imposto de Renda.