Foto: Reprodução

Que o Brasil tem acompanhado nos últimos anos o crescimento de grupos neonazistas não é uma surpresa, basta uma navegação e pesquisa pelas redes para se dar conta de como tais facções “saíram do armário” e promovem discursos de ódio sem nenhum constrangimento.

Mas, com o objetivo de superar o “achar” e o “perceber”, alguns pesquisadores brasileiros têm se dedicado, nos últimos anos, a mapear os grupos neonazistas no Brasil.

Uma dessas pesquisadoras é a antropóloga Adriana Dias que, segundo as suas estimativas, hoje existem cerca de 530 células (formadas por pessoas que estão no município) de grupos neonazistas.

A pesquisadora revela que, em 2019, havia detectado 334, um aumento de 58%. O trabalho de Adriana Dias é feito a partir da Unicamp e é permanente. Neste ano, foram identificados cerca de 200 perfis de usuários neonazistas, o que pode indicar novas células.

Thiago Tavares, diretor-presidente e fundador do SaferNet Brasil, ONG que estuda o discurso de ódio no Brasil, também revela números preocupantes: em 2019 foram recebidas e processadas 1.071 denúncias; em 2020, o número de denúncias saltou para 9.004 e 3.884 páginas, das quais 1.659 foram removidas.

Preocupação

A principal preocupação de ambos os pesquisadores, além do crescente número de perfis nas redes, é a “normalização” de tais grupos e de seus respectivos discursos.

Tal preocupação levou especialistas de várias universidades a criarem o Observatório da Extrema Direita no Brasil, que é coordenado por Odilón Caldeirão, professor de História Contemporânea da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Com informações d’O Globo

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).