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O manobrista Gerson Rocha, de 29 anos, relatou ao G1, nesta sexta-feira (7), ter levado um soco e um chute após pedir para um cliente colocar máscara de proteção. O caso ocorreu nesta quarta-feira, em Santos, no bairro do Campo Grande. Imagens de câmeras de monitoramento flagraram o ocorrido.

Rocha diz que o cliente chegou ao estacionamento e parou o carro, saiu do veículo já sem a máscara no rosto, e seguiu para buscar o ticket.

“Eu então solicitei para colocar a máscara, mas ele se recusou, saiu andando em direção à rua e retornou reforçando o pedido do ticket, ainda sem usá-la. Reforcei que assim que ele colocasse a máscara eu forneceria, então, ele tentou retirar à força o ticket da minha mão, com a máscara toda torta, e em sequência desferiu um soco, seguido de um chute. Aí, saiu do estabelecimento falando palavras de baixo calão. Isso tudo em menos de um minuto dentro do estacionamento”, conta o manobrista.

Rocha disse ainda: “Ele ainda me chamou de folgado quando pedi que ele usasse a máscara. Eu fiquei sem reação, porque ninguém espera que a pessoa vá partir para a agressão, ainda mais um cliente, com uma postura errada, se achar no direito disso, quando o que o pedi foi o mínimo: que usasse um equipamento de prevenção. Assim que informei um dos sócios do estacionamento sobre o ocorrido, ele ficou incrédulo”, afirma.

O manobrista afirmou ainda saber “que é uma chatice usar máscara, mas não podemos pensar só em nós, e sim, em nossos familiares e amigos, que moram e vivem perto de nós, ainda mais ali no estacionamento, que é ao lado de um hospital”, destaca.

Apoio

Antônio Armbrust, de 41 anos, um dos proprietários do estacionamento, disse que o funcionário agiu corretamente e seguiu o protocolo que é determinado pelo estacionamento. “Vamos dar todo o amparo que ele precisa para tomar todas as providências que estejam de acordo com a lei. Não dá mais para admitir esse tipo de coisa, é um desrespeito a mim, ao funcionário e à toda a sociedade, pelo momento que vivemos. Há milhares de mortos devido à pandemia, agir assim é injustificável”, finaliza.

A vítima registrou a ocorrência na Delegacia Eletrônica, pela internet. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que boletim eletrônico ainda está em análise.