Foto: JRIB/Mídia Ninja

A cantora Zélia Duncan é a mais nova vítima de uma campanha difamatória promovida por grupos da extrema direita e fundamentalistas religiosos.

Para atacar a artista, um site especializado em fake news e desinformação resgatou um meme antigo onde se vê a Bíblia aberta e nela está escrito “Pode Sapatão Pode Viado” e afirmou que seria de autoria da cantora.

Obviamente, isso não é verdade. O referido meme circulou nas redes durante a campanha presidencial de 2018 como uma resposta aos discursos LGBTfóbicos e fundamentalistas do então candidato à presidência Jair Bolsonaro.

Por meio de suas redes, Zélia Duncan se manifestou. “Um monte de gente repostou aquilo, que tava nas redes, mas vocês cismaram e fizeram uma fake comigo. Eu não faço pouco de nenhuma fé, vocês que usam Deus pra ameaçar os outros”, declarou a cantora.

Apesar da negativa da cantora, uma série de perfis está ameaçando a artista de morte. Alguns dizem para ir “fazer tal brincadeira no Oriente Médio”.

Outro tuite chega a afirmar que ela nem precisa ir tão longe, que as coisas podem ser resolvidas por aqui, numa clara ameaça à integridade física da cantora.

À Fórum, Zélia Duncan afirmou que ainda não fez nada em relação às fake news e criticou o atual momento do país. “Eu não fiz nada pra isso, as fake news destroem até a democracia, não é? Estamos vivendo um momento horrível”, declarou a cantora.

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).