MP atinge um terço dos portuários do Ogmo e estivadores querem mudanças

Sindestiva denuncia que decisão do governo impede a escala das pessoas com idade acima de 60 anos, autoriza a contratação fora do sistema e acaba com a escala presencial

Divulgação/Sindestiva

A Medida Provisória publicada por Jair Bolsonaro, no último sábado (4), provocou insatisfação entre os trabalhadores do Porto de Santos. Na avaliação do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), a decisão infringe direitos constitucionais dos portuários.

Uma das reclamações da categoria é que a MP impede a escala das pessoas com idade acima de 60 anos. Além disso, autoriza a contratação fora do sistema, acaba com a escala presencial e com a exclusividade das categorias, além de coibir qualquer tipo de manifestação dos trabalhadores.

“Somos contrários a essas medidas e estamos elaborando emendas para apresentar em Brasília, para que possamos proteger a categoria e, principalmente, os pais de família que ficarão sem nenhuma garantia de trabalho e sustento, aumentando, ainda mais, o caos socioeconômico que o país vem passando”, analisa Nei da Estiva, presidente do Sindestiva.

Impedidos

De um total de 3.077 portuários inscritos no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos, 1.143 estão impedidos de trabalhar. O número representa 37% dos avulsos que atuam no cais santista.

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