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Exclusivo: Recepcionista do Hospital Guilherme Álvaro não usa máscara de proteção e ignora risco de transmissão do coronavírus

A direção do HGA lamentou o ocorrido e disse que foi "um caso isolado".

Reprodução

Maria da Penha Batista Leite faz um tratamento intensivo para curar um câncer de figado no Hospital Guilherme Álvaro (HGA) em Santos. Internada desde o dia 31 de maio, a família tem uma preocupação a mais: a falta de consciência de funcionários do hospital na prevenção ao Coovid-19. No último domingo, uma recepcionista passou quase todo seu plantão sem usar a máscara de proteção, colocando em risco quem chega, sai ou acompanha os doentes no hospital. A direção do HGA lamentou o ocorrido e disse que foi “um caso isolado”.

De acordo com André Luiz França, filho de Maria da Penha, como no HGA existem casos de Covid-19, a família está fazendo uma operação de guerra para que a mãe não pegue a doença. “Ela tem câncer no fígado e começou a tomar o remédio da quimioterapia no dia 22 de maio. Depois de quatro dias, ela não conseguia comer mais, ficou tão fraca que mal anadava. Eu a trouxe no dia 31 para o Pronto-Socorro Guilherme Álvaro, onde determinaram a internação. Fizeram uma tomografia logo que ela chegou, identificaram uma pneumonia limpa, mas disseram que não era Covid-19. Agora continua internada tratando a pneumonia, que a deixou mais vulnerável ainda”, disse.

França ressaltou a preocupação com a mãe em razão do risco de pegar o coronavírus estando tão frágil. “Eu passei várias vezes pela funcionária da recepção (clínica médica) e ela estava sem máscara de proteção. Minha irmã também viu. Eu fotografei e fui falar com ela se não existe um protocolo de segurança no hospital. Ela disse que ia me processar”, afirmou. Ele revelou que a recepcionista atende pessoas o dia inteiro; pega documento e devolve e também crachás. “Depois que a fotografei ela colocou a máscara”.

Hospital
O Hospital Guilherme Álvaro lamenta o ocorrido neste domingo (7) e esclarece que se trata de um caso isolado, não condizente com a diretriz e recomendação do hospital quanto ao comportamento de seus profissionais e ao atendimento aos usuários. O hospital já está apurando a conduta por parte da colaboradora e ela será advertida quanto ao descumprimento das normas vigentes.

A unidade conta com material impresso educativo, com orientações quanto à necessidade do uso de máscara. A unidade está abastecida com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que atendem às normas técnicas de qualidade, como máscaras, luvas e demais materiais importantes para garantir proteção aos profissionais que estão na “linha de frente”. Todos estão orientados quanto ao uso dos materiais, procedimentos e cuidados necessários na rotina hospitalar.

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