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Presidente do Santos minimiza ditadura e diz que pandemia do coronavírus é democrática

“Nós nunca tivemos guerra. Militares subiram sem derramamento de sangue. Até que enfim o brasileiro enfrenta uma crise”, declarou José Carlos Peres, em entrevista à Rádio Bandeirantes

José Carlos Peres - Foto: Divulgação/Santos FC

José Carlos Peres, presidente do Santos, causou polêmica, em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, na noite desta quarta-feira (10). Além das questões relacionadas ao futebol, ele arriscou uma análise sobre o momento atual do Brasil e as consequências da pandemia de coronavírus.

O cartola minimizou o período da ditadura militar no país. “O brasileiro não está acostumado a passar por quase uma guerra. Europeu retoma tudo, daqui a pouco equilibra. Passaram por várias guerras, sofreram bastante. Tem cultura da dificuldade”, afirmou.

Além disso, Peres foi mais longe. “Nós nunca tivemos guerra, no máximo foi uma revolução. Militares subiram sem derramamento de sangue. Até que enfim o brasileiro enfrenta uma crise. Agora com inimigo invisível”, disse o presidente santista, se referindo à pandemia do coronavírus.

“Democrática”

A Covid-19, que até o momento provocou a morte de quase 40 mil brasileiros e registra 772.416 pessoas infectadas pelo vírus, é “democrática”, na visão de Peres.

“Acredito que o ser humano vai mudar a mentalidade e que um depende do outro, todos iguais. Pandemia é muito democrática, morre rico, morre pobre, não tem pra ninguém. É a realidade que vivemos agora”, acrescentou.

Impeachment

A situação de Peres pode voltar se complicar. O Conselho Deliberativo do Santos marcou uma reunião extraordinária, por meio de videoconferência, para a noite de terça-feira (16).

O assunto é a avaliação de um parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) do clube da Vila Belmiro, a respeito das contas da atual gestão em 2018.

Os integrantes do Conselho irão julgar se Peres cometeu atos de irresponsabilidade administrativa. A Comissão sugere a abertura de novo processo de impeachment, depois de constatar déficit de R$ 77 milhões nas contas do clube naquele ano.

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