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Ativista LGBT acusa Neymar por ameaça e tentativa de suborno em caso de homofobia

Agripino Magalhães diz que recebeu ameaça de morte e tentativa de suborno de R$ 350 mil para retirar denúncia contra Neymar sobre áudio em que o jogador chama ex-namorado da mãe de "viadinho"

Neymar e Tiago Ramos - Foto: Reprodução/Instagram

Agripino Magalhães, militante do movimento Aliança Nacional LGBTI+, relatou à Polícia Civil que está recebendo ameaças de morte após denunciar o jogador Neymar Júnior, do Paris Saint-Germain, ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em um suposto caso de homofobia, em que em áudio vazado, o atleta chama de “viadinho” e desfere outras ofensas homofóbicas ao ex-namorado da mãe, Tiago Ramos.

Magalhães afirmou ao Brasil de Fato que além das ameaças, foi contatado por um suposto representante de Neymar, que teria oferecido suborno de R$ 350 mil para que ele retire a denúncia.

“Eu disse que não, pois não estou processando eles por dinheiro”, disse o ativista ao Brasil de Fato. O caso está sendo investigado pela 15ª DP, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo, onde Magalhães foi ouvido na última quarta-feira (10).

Segundo o ativista, ele foi procurado por um homem que se identificou como “Laranjo” que “mandou que apagasse todas as postagens sobre o áudio e que desistisse da representação contra o Neymar”.

“Viadinho”
No áudio, que foi vazado no início da semana, Neymar chama o ex-namorado da mãe de “viadinho”. Amigos que estavam com ele, e não foram identificados, ofereceram ajuda caso o craque do PSG quisesse se vingar de Tiago Ramos. “Vamos matar, enfiar um cabo de vassoura no c* dele”, fala um deles.

Magalhães, que é deputado estadual suplente pelo PSB em São Paulo, resolveu denunciar o jogador no MP.

A promotora Cristiana Tobias Steiner, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, afirmou que “não há nos áudios intenção de cometimento de crimes em razão da homossexualidade da vítima”.

Segundo a promotora, caberia à própria vítima, Tiago Ramos, nesse caso, entrar com representação por injúria. Mesmo assim, ela decidiu oficiar a autoridade policial e pediu a instalação do inquérito para apurar os crimes de ameaça.

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